Considerações finais sobre o ano que acabou [e, o que vem por aí?]

 

 

Quando eu era pequena e alguma coisa ía demorar se dizia “iiih, só lá pro ano dois mil”, é engraçado lembrar disso quando já se está em dois mil e sete. O esperado ano-dois-mil passou e eu nem me lembro mais como foi.

Acabou de acabar dois mil e seis, o ano cujo meu balanço anual pessoal foi diferente dos anos anteriores. Costumeiramente, nas ultimas semanas do ano [aquelas das festas, quando o coração da gente fica cheio de sentimentos legais], penso sobre as coisas boas e as coisas ruins que aconteceram no decorrer dos últimos doze meses, nas novas e felizes amizades adquiridas nesse tempo, nas expectativas atendidas, nas que deram quase certo e nas que deram totalmente errado. Aconteceu que nesse final de ano foi diferente. O sentimento foi [é] diferente. Algo sem muita explicação, e não por falta de vontade, mas por puro desencontro de vocábulos. Agradeci pelas poucas e boas amizades novas. Pelas amizades redescobertas, essas as mais valiosas. E até mesmo pelas amizades que deram errado – serviram, pelo menos, pra cair a ficha de que nem todas as pessoas são boas e legais. Aprendi isso sim, mas sem perder a esperança no mundo.

Dois mil e sete não vai começar como dois mil e seis, com listinha de resoluções. Descobri que ela não funciona muito. Não li doze livros, não vi quarenta filmes, não me alimentei melhor... Claro que nem tudo deu errado, voltei a dirigir, arrumei um emprego e, no último dia do ano, percorri toda a Avenida Frei Serafim ao volante! O sol do fim de tarde na cara e o corpo tremulo, mas com o maior de todos os apoios do lado.

Dois mil e sete chegou sem muita cara de ano novo, sem a cabeça cheia de idéias. Mas, tão grande como a incorrigível mania de escrever sempre em primeira pessoa é o vicio de ter o coração aberto. E o maior desejo para esse ano novo é o de ter desejos maiores. E coragem.

 

 

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